André Cairo

Andre

Desde criança, costumava olhar para o céu, querendo saber o significado das estrelas. Durante o dia, eu ficava impressionado com aquela bola amarela, viajando de um lado para outro, todos os dias. Na biblioteca da minha casa, havia um livro “O Pequeno Príncipe” de Antoine Sant Exupéry, cuja capa, me fazia entender que eu estava solto no espaço.  Na adolescência, minha curiosidade foi aguçada na percepção de estrelas cadentes, anúncio de passagem de cometas, eclipse lunar, solar, chuva de meteoritos e outros eventos astronômicos. Meu sonho era comprar um binóculo possante e um telescópio refrator. Aos 18 anos, negociei a troca de um violão por um binóculo e mais adiante, Jorge, um grande amigo me propôs a troca do seu telescópio por uma calça hipie, boca de sino e lantijolas nas nesgas, que me pertencia. Com esses instrumentos, o céu chegava mais perto dos meus olhos. Da mesma forma que estudava a geografia da Terra, tinha o mesmo interesse pelos objetos cósmicos. Como já fazia meditação transcendental, utilizei esse processo para dirigir-me aos longínquos mundos estelares. Constantes perguntas surgiam no meu interior, deixando-me cada vez mais interrogativo, quanto à minha existência no planeta Terra e o que significaria toda esta complexa habitação de bilhões de astros, perfeitamente equilibrados por uma força inimaginária. Incentivado e impulsionado pela força da curiosidade, passei a querer entender onde eu estava situado no Espaço Sideral, já sabendo onde estava situado na Via Láctea, o que era o Planeta Terra, o Sistema Solar, suas formas, pesos, medidas, latitude, longitude, composição, movimento etc. Como Palestrante autodidata, passei a levar a ciência astronômica para instituições, escolas de nível médio e superior, entendendo que o muito que eu sabia, era ainda pouco o que eu teria que aprender! Analisando Olavo Bilac, “Embora direis, ouvir estrelas, por certo perdeste o senso”, a minha percepção aumentou,  no entendimento lógico da composição química das estrelas, aumentando ainda mais a fé em Deus. Em 1989, como Ecologista do MCMP, conheci Carlos Boock, onde trabalhamos no campo ecológico e mais na frente, a Astronomia, nos identificando positivamente com este propósito. Hoje, fundamos o Clube de Astronomia de Vitória da Conquista, que é um dos sonhos realizados no universo de minha mente, a qual viaja livre em um espaço ocupado, por espaços que parecem vazios.   André Paulo Barros Cairo

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: